Panorama do Agro
Semana 26/01 a 30/01/2026
Edição 01
Mercado Agropecuário
Resumo
  • Agropecuária gerou 41,9 mil empregos formais em 2025.
  • Taxa de desocupação recua para 5,1% da força de trabalho.
  • Copom mantém Selic em 15,00% ao ano.
  • Taxa de juros americana permanece inalterada.
  • Fevereiro será marcado por chuvas no Norte e Sudeste e tempo mais seco no Centro-Sul.
  • Em 2025, exportações de soja e milho crescem e reforçam importância do Arco Norte.
  • Milho recua com maior oferta e soja cede com dólar mais fraco e colheita avançando.
  • Preços do açúcar caem e etanol apresenta incrementos em 2026.
  • Chuvas na semana favorecem desenvolvimento da safra brasileira de café e preços são pressionados.
  • Exportações de frutas alcançam recorde em 2025.
  • Margem bruta da cacauicultura recua no fechamento de 2025.
  • Leite em dezembro/25 tem menor valor desde novembro de 2023.
  • Conseleites indicam que Pressão de baixa no leite perde força.
  • Campo futuro verifica pressão nas margens do leite em 2025.
  • Importações de leite encerram 2025 com terceiro maior volume anual.
  • Leite em pó começa 2026 com alta de 5% no mercado internacional.
  • Mercado do boi gordo reage na 2ª quinzena de janeiro.
  • Queda na demanda interna gera recuos nos preços no mercado de suínos.
  • Cotação do ovo sobe com boa procura.
Indicadores Econômicos
CAGED
Agropecuária gerou 41,9 mil empregos formais em 2025
O Brasil registrou a criação líquida de 1,27 milhão de postos de trabalho em 2025, de acordo com o Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Com esse resultado, o Brasil acumulou um estoque de 48,4 milhões de vínculos celetistas ativos no ano. Todos os grupamentos de atividade registraram saldo positivo em 2025, com destaque para serviços e comércio.
Serviços
758.355 contratações
Comércio
247.097 contratações
Indústria
144.319 contratações
Agropecuária
41.870 contratações
O saldo da agropecuária em 2025 foi 269% maior do que o registrado em 2024 (11.348), com destaque para criação de vagas na região Sudeste (23.651), seguido das regiões Centro-Oeste (9.668), Nordeste (5.887) e Sul (4.558). A região Norte teve saldo negativo de 1.961 vagas no setor em 2025.
Fonte: Novo Caged – MTE. Elaboração DTec/CNA.
PNAD CONTÍNUA
Taxa de desocupação recua para 5,1% da força de trabalho
5,1%
Taxa de desocupação
Trimestre encerrado em dezembro/2025
-1,1 p.p.
Variação anual
vs. mesmo trimestre de 2024
A taxa de desocupação do trimestre móvel encerrado em dezembro de 2025 ficou em 5,1%, segundo os dados da PNAD Contínua do IBGE.
Com o resultado de dezembro, a taxa média anual do indicador caiu de 6,6%, em 2024, para 5,6%, em 2025. A expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços, sustentou a trajetória de queda da taxa de desocupação no ano.
No acumulado dos últimos 12 meses até dezembro, o índice confirma a forte redução do desemprego no país.
Copom/BC
Copom mantém Selic em 15,00% ao ano
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter, na quarta (28), a taxa básica de juros da economia em 15,00% ao ano.
Saiba mais
Em seu Comunicado, foram preservadas as avaliações anteriores sobre o ambiente externo adverso, a moderação da atividade econômica doméstica, a resiliência do mercado de trabalho e a inflação acima da meta de 3,00% ao ano.
O Copom destacou que segue acompanhando os efeitos do contexto geopolítico e da política fiscal sobre a inflação, enfatizando cautela diante das incertezas. O Comitê sinalizou o início da queda da Selic na próxima reunião (18/03), salientando que o ritmo e a magnitude do ciclo de cortes serão conduzidos com prudência para assegurar a convergência da inflação à meta.
Fomc/Fed
Taxa de juros americana permanece inalterada
Decisão do Fed
O Comitê de Política Monetária (FOMC) do Banco Central dos Estados Unidos (Fed) decidiu manter a taxa básica de juros no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano.
Contexto econômico
Em Comunicado, o Comitê afirmou que os indicadores sugerem expansão sólida da atividade econômica, estabilidade na taxa de desemprego e inflação elevada.
Objetivos
Segundo o FOMC, a decisão se alinha aos objetivos de atingir pleno emprego e inflação de 2,00% ao ano. O Comitê ressaltou que segue acompanhando as implicações das perspectivas econômicas e se colocou preparado para ajustar a postura da política monetária conforme apropriado ao alcance de seus objetivos.
Mercado Agrícola
Clima
Fevereiro será marcado por chuvas no Norte e Sudeste
Segundo o Inmet, fevereiro será marcado por chuvas acima da média em áreas do Norte e Sudeste, enquanto Centro-Oeste e Sul tendem a registrar volumes abaixo da climatologia.
Norte
Os maiores acumulados se concentram no Amazonas, Pará e Tocantins, com temperaturas acima da média.
Nordeste
Predominam chuvas irregulares, com déficit no interior e volumes pontualmente acima da média no sul da Bahia e Maranhão.
Centro-Oeste
A tendência é de redução das chuvas em grande parte da região, associada a temperaturas elevadas.
Sudeste
Há previsão de chuvas acima da média em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais, com temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média.
Sul
O mês deve ser mais seco, com temperaturas dentro ou levemente acima da climatologia.
Grãos
Em 2025, exportações crescem e reforçam importância do Arco Norte
Soja
Dados da Secex mostram que as exportações brasileiras de soja em grãos, no acumulado de 2025, somaram 108,1 milhões de toneladas, superando as 98,8 milhões embarcadas em 2024. Os portos do Arco Norte responderam por 36,2% das exportações nacionais, enquanto o Porto de Santos concentrou 32% dos embarques.
Milho
Os embarques somaram 40,9 milhões de toneladas, acima das 39,7 milhões registradas em 2024. Os portos do Arco Norte responderam por 39,3% da movimentação, enquanto o Porto de Santos concentrou 35,8% dos embarques. O Porto de Paranaguá ampliou sua participação, alcançando 12,3% dos volumes exportados.
Grãos
Milho recua com maior oferta, soja cede com dólar mais fraco
Soja
As cotações internas da soja recuaram, pressionadas pela queda do dólar frente ao Real, que reduziu a competitividade do grão brasileiro no mercado internacional. Além disso, a expectativa de safra recorde no Brasil reforçou a cautela dos compradores e levou à desvalorização dos prêmios de exportação.
R$ 131,29
Indicador Cepea/ESALQ - média janeiro
Milho
Os preços do milho seguem em queda com a maior oferta neste início de ano, favorecida pelo clima e pelo avanço da colheita da safra verão, somada à demanda interna mais fraca.
R$ 67,92
Indicador Cepea/ESALQ - média janeiro
Cana-de-açúcar
Preços do açúcar caem e etanol apresenta incrementos
O indicador de preços do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada e da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Cepea/Esalq) para o açúcar cristal em São Paulo apontam valor médio, em janeiro, de R$ 105,97 por saca de 50 kg, valor 3,4% abaixo da média de dezembro e 17% abaixo da média de todo o ano de 2025. Comparado a janeiro de 2025, houve recuo de 31,8%.
Alta em relação à dezembro
4,2%
Etanol Hidratado
R$ 3,03/L
3,9%
Etanol Anidro
R$ 3,45/L
Em relação à média do ano anterior, houve incremento de 10,9% e 10,1%, seguindo a mesma ordem. Já na comparação janeiro/25 e janeiro/26, os valores se elevaram 9,6% e 10,0%.
Café
Chuvas favorecem desenvolvimento da safra e preços são pressionados
Fundamentos climáticos geraram forte volatilidade do mercado ao longo da semana, mas fecharam praticamente estáveis em relação à semana passada, exceto para o robusta no Brasil, que registrou queda mais expressiva.
Arábica NY
Média semanal de US$ 465,56 por saca
Robusta Londres
Média semanal de US$ 4.218 por tonelada (-2,54%)
Mercado físico
Indicador Cepea: R$ 2.140/saca (arábica) e R$ 1.253/saca (robusta)
Ver detalhes do mercado
As chuvas recentes favoreceram o enchimento dos grãos, mas persistem incertezas quanto à regularidade do clima. Chuvas acima da média histórica provocaram alagamentos em lavouras de conilon em Jaguaré (ES), gerando perdas na safra. O reabastecimento da Bolsa de Londres foi impulsionado pelos embarques do Vietnã, principal exportador da variedade robusta.
Frutas e Hortaliças
Exportações de frutas alcançam recorde em volume e valor
1,24M
Toneladas exportadas
+20,5% vs. 2024
US$ 1,38B
Valor das exportações
+12,6% vs. 2024
Em 2025, as exportações brasileiras de frutas e castanhas apresentaram desempenho positivo. Houve ampliação dos embarques de mangas, melões, limões, melancias, bananas, uvas, mamões e maçãs, com crescimentos expressivos.
O agrupamento de olerícolas registrou queda nas exportações em volume e valor, de 31,8% e 40,5%, respectivamente, embora também tenha sido observada redução das importações, indicando menor dependência externa em 2025.
Campo Futuro
Margem bruta da cacauicultura recua em 2025
Segundo monitoramento do Campo Futuro (Sistema CNA/Senar), em parceria com a CIM/UFLA, os resultados econômicos da cacauicultura foram pressionados ao longo de 2025, reflexo da queda acentuada no preço pago pela arroba do cacau.

Este movimento esteve associado à retração da demanda industrial, diante do elevado custo da amêndoa, e à melhora da oferta global, com safra recorde no Equador e recuperação da produção na África Ocidental.
Na Bahia, por exemplo, o recuo no preço pago pela arroba do cacau levou a uma retração de 52% da margem bruta no segundo semestre, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Apesar da leve redução de 4% no Custo Operacional Efetivo (COE), os custos de produção permaneceram em patamares elevados, intensificando a pressão sobre os resultados econômicos da atividade.
Gráfico 1. Comportamento da Receita e Custo Operacional Efetivo (COE) da cacauicultura - Bahia. Fonte: Projeto Campo Futuro - Sistema CNA/Senar; CIM/UFLA
Mercado Pecuário
Pecuária de leite
Leite em dezembro/25 tem menor valor desde novembro de 2023
R$ 2/litro
Em dezembro/25
-5,5%
vs. novembro de 2025
Segundo o indicador Cepea, desde novembro de 2023, ano de importações recordes, não se pagava tão pouco pelo litro do produto, que consolidou oito meses de quedas consecutivas e encerrou o ano com deflação de 25%, refletindo as importações aquecidas e a sazonalidade da produção brasileira. Para os próximos meses, a tendência é que a sazonalidade reduza a oferta de leite, ao passo em que a maior competitividade do produto interno deve reduzir a pressão importadora.
Pecuária de leite
Pressão de baixa no leite perde força
Após quedas vertiginosas no leite pago ao produtor ao longo do ano passado, superiores a 20%, as projeções para os valores de referência dos Conselhos Paritários dos Produtores/Indústrias de Leite (Conseleites) em janeiro/26 sinalizam menor pressão baixista no início de 2026.
Minas Gerais
Leite a R$ 2,32/l representa queda de 0,6%
Santa Catarina
Retração de 0,96%, com o litro projetado em R$ 2,03
Paraná
Projeção de R$ 1,91, indicando estabilidade (0,15%)
Rio Grande do Sul
Leite recuperou parte da queda, com os R$ 2,05/l sinalizando alta de 3,4%
Pecuária de leite
Campo Futuro verifica pressão nas margens em 2025
Apesar de custos de produção mais controlados ao longo do ano passado, o acompanhamento realizado pelo Projeto Campo Futuro indicou pressão nas margens dos pecuaristas.
As perspectivas para o início de 2026 são de custos menos voláteis, enquanto a sazonalidade deve reduzir a pressão de oferta de leite, indicando estabilidade nas cotações.
+0,6%
Custos de produção
Alta acumulada em 2025
-25%
Receita
Retração em 2025
Pecuária de leite
Importações de leite encerram 2025 com terceiro maior volume anual
Dados da Secex indicaram importações de 160 milhões de litros em dezembro, ao passo que o escoamento externo atingiu 5 milhões de litros.
Saldo
Balança comercial de lácteos fechou o ano negativo em 2,08 bilhões de litros
Exportações
65,7 milhões de litros - queda de 23%
Importações
2,14 bilhões de litros acumulados em 12 meses
A CNA segue articulando junto ao governo a aplicação de tarifas antidumping contra o produto importado, cujo prazo de encerramento da investigação termina em 5 de maio.
Pecuária de leite
Leite em pó começa 2026 com alta de 5% no mercado internacional
Os leilões quinzenais da plataforma Global Dairy Trade de janeiro indicaram reversão do cenário de baixa no mercado internacional de lácteos.
Leite em Pó Integral
Após o salto de 7% em 6 de janeiro, o leite em pó integral apresentou novo aumento no último dia 26.
US$ 3.449
a Tonelada (+5% no mês)
Leite em Pó Desnatado
A versão desnatada seguiu a mesma tendência.
US$ 2.261
a Tonelada (+5% no mês)
O menor volume negociado (27,8 mil toneladas) contribuiu para o cenário, refletindo a sazonalidade da produção neozelandesa, e para os próximos meses, espera-se que a retração na oferta se mantenha, dando sustentação aos preços.
Pecuária de corte
Mercado do boi gordo reage na 2ª quinzena de janeiro
O Indicador Cepea para São Paulo fechou em 29/01 a
R$ 326,80/@
Alta de 1,7%

O resultado é a resposta da demanda firme por animais terminados, com escalas de abates nas indústrias fechadas para 7 dias, em média. Do lado do pecuarista, há menor pressão de venda da boiada, com as pastagens em boas condições.
No curto e no médio prazo, a virada de mês e o carnaval devem impulsionar a demanda por carne bovina e a expectativa é de preços firmes no mercado do boi.
Suinocultura
Queda na demanda interna gera recuos nos preços
Passado o período de festas, a demanda interna diminuiu e os preços da carne suína caíram.
Indústrias
Carcaça suína cotada a R$ 11,13/kg - queda de 13,5% em janeiro
Granjas
Referência para produtor independente: R$ 7,14/kg vivo - recuo de 19,9%
Perspectiva
Melhoria na demanda doméstica e altas nos preços esperadas para fevereiro
Avicultura
Cotação do ovo sobe com boa procura
Ovos
Os preços mais competitivos do ovo em relação às demais proteínas animais (carnes) têm favorecido o consumo interno neste momento em que a população está mais descapitalizada.
R$ 128,92
Caixa 30 dúzias - Bastos/SP (Cepea)
Alta de 13,0% na semana
Frango
A carne de frango registrou queda nos preços nesta semana, em função da demanda mais fraca após as festas de final de ano, especialmente nesta segunda quinzena de janeiro.
R$ 7,14
Frango resfriado/kg - SP (Cepea)

Perspectivas: Com a entrada do novo mês, a expectativa é de aumento na procura por estes produtos e preços firmes.
Informe Setorial
Resumo
  • Podcast Ouça o Agro – Reforma Tributária no Agro: o que você precisa saber sobre as mudanças.
  • Mapa publica portaria que prorroga estado de emergência fitossanitária para vassoura-de-bruxa da mandioca no Amapá e Pará.
  • Mapa publicar novo ZARC para cana-de-açúcar.
  • Publicada norma sobre formalização e transparência do processo de registro de IGs.
  • Foniagro publica 2ª edição do Manual das Cadecs.
  • Câmara Setorial do Leite do Mapa apoia proibição do uso de termos lácteos em produtos vegetais.
  • CNA debate investigação de dumping em live da Faemg. Conama encaminha resolução de licenciamento ambiental para a aquicultura.
  • Conama encaminha resolução de queima controlada para atividades agrossilvipastoris.
  • CNA defende direito de escolha do horário de desconto na energia elétrica no meio rural.
  • Governo federal anuncia obtenção de imóveis para a reforma agrária.
  • Comissão Nacional de Assuntos Fundiários realiza primeira reunião do ano.
  • CNA debate agenda ambiental e ações para 2026
Podcast
Ouça o Agro
Reforma Tributária no Agro
Neste episódio, tratamos sobre o início da transição da reforma tributária do consumo no Agro. Estevão Damázio recebe Renato Conchon, coordenador do Núcleo Econômico da CNA, e Fernanda Bueno, contadora tributarista especialista em agronegócio.
Eles conversam sobre o contexto da transição, principais dúvidas dos produtores, impactos em cada elo na cadeia produtiva, mudanças operacionais e formação de preços.
Youtube
Defesa Fitossanitária
Mapa prorroga estado de emergência fitossanitária
A Portaria MAPA nº 880, de 22 de janeiro de 2026 prorroga o estado de emergência fitossanitária relativo ao risco de surto da praga quarentenária Rhizoctonia theobromae nos estados do Amapá e Pará.
Praga
Vassoura-de-bruxa da mandioca
Estados afetados
Amapá e Pará
Ações
Vigilância, manejo e controle intensificados
Essa praga, associada à chamada "vassoura-de-bruxa" da mandioca, pode causar sérios danos às lavouras, com deformação e morte das plantas se não houver controle eficaz. A prorrogação do estado de emergência permite que o Ministério da Agricultura e parceiros intensifiquem ações de vigilância, manejo e controle, com inspeções e medidas técnicas focalizadas para limitar a disseminação do patógeno e proteger outras regiões produtoras de mandioca.
Mapa publica novo ZARC para cana-de-açúcar
Na última segunda-feira (26), o Ministério da Agricultura e Pecuária publicou a Portaria nº 4 de 2026, que aprova o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a cultura da cana-de-açúcar (açúcar e álcool) no sistema de cultivo de sequeiro.
Abrangência
16 estados incluindo DF, contemplando zonas climáticas adequadas
Atualização
Última atualização havia sido em 2018
Metodologia
Metodologia atualizada de cálculo de riscos e maior número de classes de solo
O novo ZARC contempla áreas do Distrito Federal, Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, estabelecendo as zonas climáticas adequadas e os períodos de semeadura mais favoráveis para reduzir riscos climáticos à produção da cultura.
Indicações Geográficas – Nova norma aprimora processo
A Portaria INPI/PR nº 50, de 23 de janeiro de 2026, aprimora a formalização e a transparência do processo de registro de Indicações Geográficas (IGs), com atenção para a inclusão de cooperativas como solicitantes ou beneficiárias de IGs.
Alterações de registro
Pedidos agora seguem o mesmo trâmite do registro inicial
Manifestação de terceiros
Permitida a qualquer tempo antes da decisão final do INPI
Transparência
Maior clareza e proteção legal no processo
As mudanças trazem maior clareza e proteção legal, mas podem tornar mais desafiadoras para regiões menos estruturadas acompanhar o processo e responder dentro dos prazos estabelecidos.
Aves e Suínos
Foniagro publica 2ª edição do Manual das Cadecs
A CNA e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lançaram, por meio do Fórum Nacional de Integração das Cadeias de Aves e Suínos (Foniagro), a 2ª edição do Manual de Boas Práticas para as Comissões de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs).

Nesta edição, foram inseridos os parâmetros técnicos e econômicos mínimos para a validação pelas Cadecs nos estudos de viabilidade para financiamento de novos projetos e expansões nas cadeias de frangos de corte, ovos férteis de frango e suínos.
Contribuindo para dar mais clareza e equilíbrio nas relações entre produtores integrados e integradoras (agroindústrias). Acesse o Manual clicando aqui.
Câmara Setorial do Leite apoia proibição de termos lácteos
Colegiado se reuniu na última terça (27), onde debateu o Projeto de Lei 10.556/2018, que proíbe que produtos vegetais se utilizem de termos lácteos na denominação de venda.
Objetivo
Resguardar o consumidor quanto à indução ao erro
Oportunidade
Proibição de propagandas pejorativas ao setor animal
Tramitação
Regime de urgência no Plenário da Câmara
Os membros destacaram a necessidade de resguardar o consumidor quanto à indução ao erro e a oportunidade que a matéria representa para a proibição de propagandas pejorativas ao setor animal. O tema será debatido junto à FPA e se buscará sua aprovação no Plenário da Câmara, dado que a matéria tramita em regime de urgência.

CNA debate investigação de dumping em live da Faemg
Com a participação de mais de 700 espectadores, o presidente do Sistema Faemg mediou o debate sobre a delicada situação do setor leiteiro mineiro e nacional, que vem sofrendo com a competição desleal com leite em pó importado.
A Confederação apresentou os encaminhamentos mais recentes da investigação de dumping, no qual foi protocolado novo pedido para aplicação de direitos provisórios em dezembro. O período para apresentação de novas provas se encerra em 4 de fevereiro, e a data final para a conclusão da investigação é 5 de maio. A CNA segue realizando a gestão técnica e política da iniciativa junto ao Ministério de Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços.
Conama encaminha resoluções ambientais
A Câmara Técnica de Controle Ambiental e Gestão Territorial do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou duas importantes propostas para o setor agropecuário.
Licenciamento Ambiental para Aquicultura
Proposta de alteração da Resolução CONAMA nº 413/2009 traz segurança jurídica ao licenciamento ambiental da aquicultura, definindo critérios de porte e potencial poluidor, promove aderência ao Código Florestal, atualiza conceitos e espécies autorizadas.
Queima controlada para atividades agrossilvipastoris
Proposta de Resolução sobre critérios e condições mínimas para emissão de Autorização por Adesão e Compromisso para queima controlada com finalidades agrossilvipastoris, simplificando o uso do fogo para fins de manejo.
A CNA considera os textos um avanço ao alcance da segurança jurídica para a cadeia produtiva. Os textos seguem para a Câmara de Assuntos Jurídicos e a Plenária do Conama.
CNA defende direito de escolha do horário de desconto na energia
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou, em 26 de janeiro de 2026, que o horário em que os produtores rurais beneficiários de descontos tarifários na energia elétrica para atividades de irrigação e aquicultura devem ter o direito de escolher o período do desconto conforme sua própria atividade e necessidades operacionais, e não ter horário definido unilateralmente pelas concessionárias.
Preocupações
Previsibilidade operacional e econômica, limitações de comunicação no meio rural
Defesa CNA
Critérios técnicos, agronômicos e energéticos com prazos realistas
O tema foi tratado durante reunião no Ministério de Minas e Energia (MME). A entidade defendeu que a regulamentação incorpore critérios técnicos, agronômicos e energéticos, prazos realistas e salvaguardas para evitar a retirada indireta do benefício, preservando segurança jurídica e operacional para os produtores irrigantes e aquícolas.
Governo federal anuncia obtenção de imóveis para reforma agrária
Durante o 14º Encontro Nacional do MST, realizado em Salvador (BA), entre os dias 19 e 23 de janeiro de 2026, o governo federal anunciou uma série de ações voltadas para atender as demandas do movimento social.
Imóveis
Compra de 7 imóveis rurais e desapropriação de 7 propriedades
Assentamentos
Criação de 12 projetos atendendo mais de 6,3 mil famílias
Recursos
Aporte aproximado de R$ 2,7 bilhões

Comissão Nacional de Assuntos Fundiários debate prioridades
A Comissão Nacional de Assuntos Fundiários da CNA, realizou no último dia 21 de janeiro, a primeira reunião do ano. Foram discutidos os avanços conquistados pela Comissão ao longo de 2025, bem como as estratégias para atuação em 2026, com destaque para a aprovação da PEC 48/23, que trata do marco temporal para a demarcação de terras indígenas e da derrubada dos vetos do PL 4497/24, relativo à ratificação de títulos em faixa de fronteira.

CNA debate agenda ambiental e ações para 2026
A Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA realizou, no dia 22 de janeiro de 2026, a primeira reunião do ano, para apresentar o balanço das atividades de 2025, a participação do Sistema CNA/Senar na COP30, a Resolução CMN nº 5.193/2024, que trata da utilização do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélite (PRODES) para a concessão de financiamento e o plano de ação para 2026 com a agenda ambiental prioritária e ações estratégicas ligadas à sustentabilidade no campo.
AGENDA DA PRÓXIMA SEMANA
02 a 05/02
Congresso Brasileiro de Governança de Terras e Regularização Fundiária (virtual)
02/02
14ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Controle Ambiental e Gestão Territorial
Reunião da Câmara Técnica de Outorga e Cobrança do CNRH
03/02
Reunião do GT de revisão da Resolução n° 48, sobre cobrança do CNRH
Reunião do GT de material genético do MAPA
04/02
Reunião da Câmara Técnica de Ciência, Tecnologia e Inovação e Sustentabilidade Ambiental (CT CT&I) do CONFERT
05/02
Reunião da Comissão de Defesa Agropecuária do IPA
Reunião do GT de revisão da Resolução n° 144, sobre barragem do CNRH
Reunião do GT de projetos de lei sobre barragens do CNRH